Com a proximidade do período de altas temperaturas e chuvas intensas, o município de Vera redobra a atenção para prevenir problemas de saúde pública. O médico do Pronto Atendimento de Vera, Dr. Sávio Torres, faz um alerta importante à população sobre os riscos associados à proliferação de vetores, à conservação de alimentos e ao controle de surtos sazonais de conjuntivite e infecções gástricas.
Arboviroses e o desafio do período chuvoso
Segundo o Dr. Sávio Torres, os meses que se seguem exigem maior vigilância contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika. A combinação climática típica da região favorece a reprodução acelerada do vetor.
“A partir de novembro, aí começa a aumentar bastante as arboviroses, né? Dengue, chikungunya, zika. Por quê? Porque o aumento da temperatura, junto com a chuva intensa, ele acelera o ciclo de reprodução do mosquito transmissor da […] dessas arboviroses, né, o Aedes aegypti”, destaca o médico.
A orientação é que os moradores mantenham quintais limpos e eliminem qualquer recipiente que possa acumular água parada, bloqueando o ciclo do mosquito antes do pico da estação.
Calor extremo e cuidados gastrointestinais
As variações térmicas também impactam a segurança alimentar. O calor intenso acelera a deterioração de alimentos, elevando os riscos de infecções intestinais no município.
“Tem sim, esse período de calor extremo, ele contribui principalmente para que os alimentos estraguem mais rápido, né, se não forem bem conservados, aumentando o risco aí de gastroenterites”, aponta o Dr. Sávio.
Além disso, o médico ressalta que o município observa um aumento na transmissão do rotavírus, um dos principais agentes causadores de quadros diarreicos agudos, exigindo atenção redobrada com a higiene no preparo dos alimentos e na manipulação de água potável.
Surtos de conjuntivite nas escolas: o que diz o especialista
Outro ponto de destaque nas orientações do médico envolve os cuidados preventivos contra a conjuntivite, quadro frequente em ambientes escolares. O profissional esclarece que nem todas as formas da doença apresentam o mesmo risco de contágio:
“A conjuntivite alérgica, essa não é contagiosa, somente a viral e a bacteriana”, explica.
Para evitar a propagação rápida do problema nas escolas e residências de Vera, o médico recomenda práticas simples de higiene diária:
Lavar as mãos das crianças com frequência;
Evitar que os pequenos coçem os olhos;
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, travesseiros e roupas de cama;
Manter os brinquedos limpos.
O médico faz ainda um alerta severo contra a automedicação: “E não usar colírios por conta própria, sempre procurar avaliação médica, tá?”
Quando a criança pode retornar à aula?
Pais e responsáveis frequentemente têm dúvidas sobre o momento certo de liberar o aluno para retornar às atividades escolares. De acordo com o Dr. Sávio, o período de afastamento recomendado compreende o tempo em que os sintomas estiverem ativos. No caso específico da conjuntivite bacteriana, o retorno seguro é liberado após dois dias de uso correto do antibiótico.
Caso ocorram sintomas de alerta — como dor ocular forte, visão embaçada ou extrema sensibilidade à luz — a orientação é buscar imediatamente o Pronto Atendimento municipal.
“Com esses cuidados, nós vamos proteger os colegas, as crianças e toda a comunidade escolar”, conclui o Dr. Sávio Torres.
POR: ASCOM Prefeitura Municipal de Vera.


























